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Patrinidade ou a odisseia de um tripai

Ser pai é a melhor experiência do mundo, imaginem ser pai de três, e logo de três rapazes! Este espaço vai ser dedicado às minhas peripécias como pai e à aventura mais alucinante que se pode imaginar...

Patrinidade ou a odisseia de um tripai

Ser pai é a melhor experiência do mundo, imaginem ser pai de três, e logo de três rapazes! Este espaço vai ser dedicado às minhas peripécias como pai e à aventura mais alucinante que se pode imaginar...

Cada um é para o que nasce...

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Na escola dos pequeninos estamos no mês do pai. É verdade, este ano, para ser diferente, os pais não se juntam no dia do pai, mas sim, ao longo do mês de março, todos os pais podem ir à escola fazer uma atividade para os amigos.

Confesso que gostaria de ter ido fazer uma atividade espetacular, que deixasse os miúdos doidos e os meus babados por o pai ser o maior... À falta de imaginação, agarrei-me à tradicional e muito fiável leitura da história...

É mais difícil do que parece, ou então sou eu que tenho pouco jeito. Uma coisa tenho a certeza, saltei várias páginas e tenho dúvidas de que aquela maltinha tenha percebido alguma coisa da história. Valeu a pena por ver os meus filhos todos orgulhosos por terem o pai ali, no espaço deles e também pelos sorrisos que arranquei aos outros.

Estar ali, mesmo que por meia hora, é mais do que suficiente para perceber a importância das pessoas que trabalham diariamente com os nossos filhos. No caso dos nossos, temos muito a agradecer e sabemos que são as pessoas certas. Não há descanso maior do que saber que os entregamos em boas mãos. Afinal, mesmo sendo a educação uma responsabilidade dos pais, o papel destas pessoas não é em nada menor do que o nosso, passam mais tempo com os nossos filhos do que nós e saber que estão tão bem entregues é mesmo um alívio.

Fica prometida nova visita, mais para o fim do mês. Ao fim e ao cabo, tenho lá dois filhos, isso dá-me direito a duas entradas no mês do pai, não?... :)

As minhas noites são uma longa Super Bowl

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 Alugo experiências. Experiências fantásticas de sono. Para terem uma ideia do que são as noites lá em casa imaginem que estão a ver uma transmissão da Super Bowl.

Agora que têm essa imagem na cabeça, digamos que o sono propriamente dito corresponde ao tempo útil de jogo. Este está, natural e inevitavelmente, distribuído por 4 períodos. Não é possível disputar esta partida toda de seguida porque os intervenientes precisam parar para descansar.

Os time outs, aquelas paragens de jogo mais rápidas, são aqueles momentos em que eles choram, nós damos uma corridinha até ao quarto, chucha na boca, e resolve-se o problema. Aqui por vezes entra em campo a Defensive Lineman, que é a primeira linha de defesa responsável por parar o jogo ofensivo. Neste caso o ataque é feito por um dos pais e a linha de defesa é composta pelos brinquedos espalhados na penumbra do quarto.

O intervalo é um pouco mais complicado, mais demorado, o tempo tem de ser preenchido de outra forma. Muitas vezes, tal como na Super Bowl, aparece algum artista a cantar... Este é, sem dúvida, o momento mais fatídico da partida / noite, e onde surgem frequentemente lesões para os treinadores / pais.

Quando os treinadores conseguem afinar a táctica no intervalo, pode acontecer de seguida o touchdown, o momento alto do jogo quando um jogador ultrapassa a linha de "golo" adversária com a bola e pontua, o que em linguagem de noites significa finalmente conseguir que o/os adversários voltem a adormecer. No futebol americano e em especial na Super Bowl este momento é assinalado com uma dança, aqui surge a única diferença entre este desporto e as noites lá em casa, porque o jogador / pai que concretiza este touchdown normalmente volta a adormecer logo a seguir e não consegue festejar...

Como em todos os jogos há penalizações. No futebol americano há o Too many men on the field, o que pode ser traduzido livremente para Demasiados miúdos na cama dos pais. Esta é uma clara violação das regras e que é normalmente penalizada com expulsão de um dos elementos (pai) do terreno de jogo (cama).

Não sei se no futebol americano será assim também, mas, lá em casa, o jogo está claramente viciado e os vencedores são sempre os mesmos e, quando o apito final do árbitro (despertador) soa, é sempre a mesma equipa a festejar e a equipa adversária a enterrar a cabeça no relvado (almofada).

 

Aqui quem manda sou eu

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O Guilherme é um rapaz de convicções, isso é certo. Em termos de persistência (palavra simpática para descrever uma teimosia sem igual) não há quem o bata. A última pancada, perdão, a mais recente convicção dele é, e passo a citar, "no meu corpo sou eu que mando"...

Não sabemos bem de onde vem esta dissertação, se é porque o rapaz acha que só deve comer o que lhe apetece ou se isto está relacionado com qualquer outra coisa. Tentámos peceber onde foi buscar esta ideia, ao que nos explicou que não ouviu isto em lado nenhum, simplesmente, e volto a citar, "pus-me a pensar e esta ideia veio do meu cérebro"...

Tá giro...

DIZZZZZZ

Eu adoro ouvir a vozinha dos meus filhos pela manhã. Admiro a sua capacidade para acordarem com as baterias recarregadas, quando na minha cabeça imagino que o despertador toca apenas cinco minutos depois da última vez que os consegui finalmente adormecer e deitei, por fim, a cabeça na minha almofada...

Gostava de ter a mesma capacidade, adorava acordar sem ter a sensação que dormi, no máximo, uns 20 minutos, por noite, nas últimas três semanas (passo o exagero). Gostava de acordar e de não ter uma dor de cabeça daquelas que o mínimo "olá" não ecoe no meu cérebro como se das garras do Freddy Krueger a arranhar uma parede se tratasse...

Ainda hoje, na primeira viagem a caminho de casa dos avós, o Martinho lá ia na sua converseta:

 - Pai!!!!

 - Sim, filho...

 - Patati patata, etc, etc, etc (isto vezes 5)

À sexta vez...

 - Pai!!!!

 - Epá, tu és tão chato, é que não te calas um minuto, e *#%$#&*, e por aí adiante... DIZ?!!!!!

 - Olá... (com um sorriso de orelha a orelha que se vê mesmo sem tirar os olhos da estrada para olhar para trás...

E dormir, não?

Percebemos que estamos nas lonas quando nos levantamos, fazemos todas as rotinas diárias, saímos com os dois mais novos para os deixar em casa dos avós porque estão doentes, chegamos ao destino e percebemos que os medicamentos ficaram em casa... Toca a voltar para trás... Pelo menos, meia hora depois a CRIL faz-se muito melhor...

Desta vez foram os medicamentos, espero não chegar lá amanhã e perceber que só levo o saco e deixei outras "coisas" mais importantes em casa...

Nojo? O que é isso

Desabafo do dia:

Se acham que aqueles guardas à porta dos palácios, que não se podem mexer, estão a fazer um grande esforço por não se mexerem quando chove, ou quando um cão os incomoda, o que dizer de aguentar estoicamente com o nosso filho ao colo enquanto vomita toda a sopa, ainda quente, por nós abaixo, sem me mexer um milímetro?...

Doce

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 Este Natal não liguei muito à internet. Daí não ter desejado um Feliz Natal aos seguidores deste espaço. Não foi por desconsideração, foi apenas porque optei por dedicar todos os minutos à família, e não sobrou tempo para mais.

Em breve vou colocar aqui um pouco do nosso Natal em imagens. Até lá, apenas quero partilhar mais uma prova de doçura do nosso Guilherme.

Na véspera de Natal o Pai Natal apareceu para trazer umas prendinhas. O Martinho já dormia, enquanto o Guilherme e o Gonçalo resistiam ao sono. Depois de receberem uma prendinha cada um, o Pai Natal preparava-se para ir embora distribuir prendinhas pelas casas dos outros meninos. Foi aí que o Guilherme pediu ao Pai Natal para não ir embora sem deixar uma prenda para o Martinho, que estava a dormir...

Fim-de-Semana em números...

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 Depois de muita diversão, é hora de fazer o balanço de um fim-de-semana de homens...

Em dois dias só tive de voltar atrás duas vezes porque me tinha esquecido de coisas em casa, deixando os meninos no carro na garagem, o Guilherme só bateu uma vez com a nuca a sair do carro porque tropeçou numa bola, eu só ia ficando inconsciente uma vez a levantar-me e ao bater com a cabeça na cama do Guilherme e só me bateram uma vez no carro a sair do estacionamento. Foi tranquilo...