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Patrinidade ou a odisseia de um tripai

Ser pai é a melhor experiência do mundo, imaginem ser pai de três, e logo de três rapazes! Este espaço vai ser dedicado às minhas peripécias como pai e à aventura mais alucinante que se pode imaginar...

Patrinidade ou a odisseia de um tripai

Ser pai é a melhor experiência do mundo, imaginem ser pai de três, e logo de três rapazes! Este espaço vai ser dedicado às minhas peripécias como pai e à aventura mais alucinante que se pode imaginar...

Que dias tão cheios

Primo, ajuda aí a enterrar o mano Guilherme...

Dad Bod vs Tridad bod

 

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Há alguns meses surgiram notícias que davam conta de uma nova tendência, depois dos metrossexuais e dos lumberssexual, os dad bod é que estão a dar...

Nesta descrição do Observador podemos ler que o dad bod é um equilíbrio perfeito entre uma barriga de cerveja e alguma atividade física.

Há, contudo, uma ligeira variante do dad bod, o tridad bod. Há muitas semelhanças entre as duas vertentes, a proeminente barriga de cerveja está lá, é alguém que outrora fez exercício físico mas já não o faz e, quando diz que sim, está a mentir descaradamente. O tridad bod destaca-se pelos bem definidos músculos do membro superior, fruto de exercício intenso ao transportar os ovos dos bebés, os sacos da roupa, da papa, dos brinquedos, o carrinho de gémeos, e por aí fora...

O dad bod tem frequentemente a barba por fazer. Ou porque simplesmente não tem tempo para fazer a barba, ou porque aqueles 15 minutos que tinha de acordar mais cedo para fazer a barba são usados para compensar três horas deitados no chão do quarto dos miúdos a tentar adormecê-los, ou porque quando se olhou ao espelho de manhã tinha um filho agarrado ao pescoço e não conseguia ver bem o espelho...

Quando está de férias o dad bod consegue também desenvolver bastante os membros inferiores, porque as idas à praia a empurrar o carrinho e, por vezes, a carregar simultaneamente o mais velho às cavalitas, e os passeios noturnos, dão uma preparação física invejável.

A barriguinha é que não desaparece e a razão é simples: a cerveja atua como ansiolítico e chega a ser receitada por muitos médicos de família em casos extremos...

Dad bod, a sensação deste verão...

Paiiiiiiii

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Chego a casa depois do trabalho, entro sorrateiramente, qual sniper a rastejar pelos pântanos para não ser reconhecido pelo inimigo, penso, consegui entrar sem ser detetado, ou talvez nem chegue a pensar porque, quando pensas que, eis que... Ainda não fechei a porta de casa, nem consegui pousar a mochila, e já tenho o Gonçalo a correr para o meu colo, de forma tão coordenada que podiam participar em provas de saltos para a piscina sincronizados, o Guilherme ataca a minha perna esquerda. Penso, ainda falta um, ainda posso conseguir escapar. Antes desse pensamento terminar o Martinho salta para o meu pescoço e quando dou por mim estou no chão e, vista de fora, a cena pode ser descrita como uma representação pós-moderna da Guernica...

Como é bom regressar a casa...

Também é isto

Ser Tripai também é teres o carro (minibus familiar) avariado, trocar as três cadeiras para o segundo carro para a trimãe os levar à escola, ficar à espera do reboque porque o carro pequeno só tem quatro lugares, esperar meia hora pelo autocarro da rodoviária, chegar ao metro e ter o aviso que a linha está com perturbações e o tempo de espera pode ser mais longo que o previsto... Ah, isto com o rapaz do reboque a dizer lá pelo meio que o arranjo vai ser puxadinho...

Eu gosto de ti

Normalmente quem adormece o Guilherme é a mãe. Não é de hoje, é de sempre. Houve ali um pequeno interregno na altura dos internamentos, antes dos irmãos nascerem, em que o rapaz, até porque tinha de dormir, lá se contentava com o que tinha à mão, eu.

Apesar disso, ocasionalmente e por motivos de força maior lá sou eu a deitar-me com ele até um de nós adormecer... Foi o que aconteceu há umas noites, porque a mãe, vá-se lá saber porquê, estava no quarto ao lado a tentar que os irmãos parassem de berrar e voltassem a dormir.

Vínhamos de uns dias de algumas discussões entre os dois, onde ele se fazia de "mula" e não me dava um beijinho antes de ir dormir, não me dizia nada quando eu entrava em casa, coisas desse género. Quando estavamos deitados, lá deixou sair um "pai, eu gosto de ti"... Lá fiquei todo contente, e até adormecer só o ouvi dizer mais umas vinte vezes, "pai, eu gosto de ti"...

Nunca farta...

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